PEQUENO OLHAR AO CULTO MARIANO
NA DIOCESE DO PORTO
O mês de Maio surge no calendário litúrgico conectado como o mês de Maria, Mãe do Céu, Mãe de todas as mães.
Já desde os mais antigos tempos, a Virgem Santíssima é venerada com o título "Mãe de Deus", e os fiéis recorrem com súplicas à sua protecção em todos os perigos necessidades. Ao longo dos séculos, o nosso povo invocou a Mãe de Deus como padroeira de todos os lugares, modelo de todas as virtudes e advogada de todas as necessidades. Daí a razão para os títulos tão distintos com que é invoca-da e que se fundamentam, directa ou indirectamente, em temas bíblicos, ou em acontecimentos locais (como o fenómeno das aparições por exemplo).
Existem historicamente, alguns acontecimentos que são importantes para se poder contextualizar tal evolução. Com as resoluções do Concílio de Éfeso, condenando o nestorianismo, houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria, destacando-se o seu papel de Mãe de Deus. Desde então as representações da Virgem com o Menino foram se tornando cada vez mais comuns por toda a Europa.
No caso português, país predominantemente católico, o culto mariano assumiu igualmente preponderância digna de referência desde os primórdios da nacionalidade, em que com a implantação das ordens religiosas desde os finais do século XII, a sua difusão foi uma realidade, acentuada posteriormente com a Restauração no séc. XVII, quando nas cortes de Lisboa de 1645-46, declarou El- Rei D. João IV, a Virgem N. Sr.ª da Conceição como padroeira do Reino de Portugal.
De uma forma geral, no nosso contexto, a devoção dos povos foi criando uma série de invocações. Estas invocações, conforme a sua origem, podem ser de três naturezas: litúrgica, histórica ou popular.
Como tal, fomentou-se a construção de igrejas, capelas ou ermidas dedicadas à Virgem Maria, no qual a Diocese do Porto nos remete alguns exemplos vivos deste culto.
Das 477 paróquias que constituem a Diocese do Porto, 75 têm como orago N. Sr.ª ou St.ª Maria.
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